Memórias de uma época - VII

20100829

Cataclismo: a humanidade vencida

O futuro do mundo: um planeta em queda, maremotos, dilúvio, mudança dos polos, extraterrestres em ação, obscuridade total

O artista plástico e psicógrafo argentino Benjamín Solari Parravicini (1898-1974) é outro profeta que merece atenção e reflexão. Trata-se de uma pessoa singular. Na tranquilidade de seu atelier começou a receber idéias que esboçava sobre o papel e que atribuía à espontaneidade da criação artística que o desenho permitia. Entretanto, com o passar dos anos, foi constatando que seus desenhos legendados eram proféticos e se cumpriam inexoravelmente.

Benjamim (Pelón, para os íntimos), desde a juventude, era protagonista de estranhas situações, como advinhar localização de objetos ou pessoas perdidas ou desaparecidas. Todavia, foi depois de 1936 que começou a mostrar seu dom de profetizar com desenhos. A princípio, por sua formação católica, não deu muita importância às mensagens que psicografava, chegando a queimar algumas delas; mas, depois, não havia como deter-se. Até 1972, realizou mais de 700 psicografias que se destacam por sua surpreendente exatidão e variedade de temas.

Segundo Patricio Ariel Mendiondo “para além das crenças e de se este escrevia profecias ou não, devemos reconhecer sua grande habilidade para explicar, por meio de frases concretas, episódios do futuro.” Eis algumas das suas previsões que já se cumpriram: o fim de Hitler e Mussolini; o assassinato de John Kennedy; a chegada do homem à Lua; a guerra-fria de soviéticos e estadunidenses; atentados de 11 de setembro nos EEUU (figura ao lado); o recente derrame de petróleo no Golfo do México etc

Sobre o futuro do mundo e da humanidade, Parravicini deixou várias previsões, dentre as quais, por sua eloquência, foram selecionadas as seguintes:


◄ Cataclismo, humanidade vencida. O cataclismo será predito mas ninguém acreditará. Mas chegará. (1938)










► Um planeta será ferido por um planeta apagado que roda os espaços. Esse planeta será a terra. A ferida do choque será na parte sul do hemisfério Norte e arrancará grande parte. Então o mundo terra vai tremer como um vulcão, igual a quando foi arrancado o pedaço da "América do Sul" hoje chamado no alto de "Suna". De novo o diluvio de novo a escuridão, de novo o eixo em seu lugar, de novo o rodar e um novo mar no fosso deixado, e de novo outra lua que brilhará mais. (1938)

◄ Cai sobre a terra no dia 5 do 5 de cincos o golpe de fogo estelar. Cairá nas regiões de Gibraltar e nas ilhas Baleares. Três dias lá, dois na América do Norte e, finalmente, um dia de cinco horas nas Antilhas. O fogo purificará! (1938)





► Obscuridade total. Depois do Caos do Caribe, um só olho verá desde a única palmeira e verá a luz do Sul. Mudanças totais no eixo terrestre, porém o Sul será sempre o Sul. (1938)






◄ 2o dilúvio. Noite da noite chega com água e fogo. Homens meditam. O mar avançará, inundará em dilúvio, derreter-se-ão as calotas polares. O eixo da Terra regressará e o equador será polos. O mar será sangue. Final dos finais. (1937)






▼ Caminhante que vais, escuta, chegando à terra o transbordamento do cataclismo. Os mares enfurecidos subirão por cima dos países. Os rios inundarão regiões. Crateras trovejarão orgulhosas. Cairão chuvas torrenciais, a neve cobrirá o não esperado. Calores de fogo incendiarão áreas, racharão os solos em terríveis secas, ascenderão em colunas de fumaça queimantes. A carne dos homens fatigados se desprenderá. Seus ossos viventes buscarão a morte que não será. Porque a hora do espanto o terá ordenado e será a hora 10. (...) Ruídos! Ruídos na entranha do mundo. Ruídos na cobertura. Ruídos nos homens. Porque é a hora 10! O castigo! (1971)
► O ruído do mundo que cai ensurdece o homem, o frio lhe congela, a fumaça lhe asfixia, a neblina lhe confunde. Chega o fogo! (1972)

► A hora 10 traz o começo do fim. A hora 11 o fim. A hora 12 o fim do fim... Até o princípio! (1971)

◄ Aparecerão voando nas alturas, círculos de luzes, trazendo seres estranhos de outros planetas. Sim, serão aqueles que vieram para povoar a terra, se dirá, e se dirá bem. Sim! Chamaram-lhes anjos, no Antigo Testamento, ou a voz de Jeová e de novo poderão ser vistos e serão escutados. (1938)



► A Teoria de Darwin, deixará de ser porque se saberá que o homem desceu dos planetas. (...) Diante das constantes visitas de extraterrestres, a ciência negará, logo duvidará e, por fim, dirá: É verdade! (...) Há séculos nos vigiam e contemplam! (1938)




◄ Mas, maldição estará cobrindo o mundo após o grande Caos. O novo dilúvio vai deixar um limo que será o berço de um novo mundo. O 66 dará esta palavra, mas ela não será escutada. (Sem data)





Para conhecer mais sobre as previsões do profeta argentino acesse os seguintes pontos, sabendo que avaliar a real dimensão de sua obra não pode ser feita com o que se expõe aqui:


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20100527

O homem mais feliz do mundo

A felicidade é algo que se pode aprender, desenvolver, treinar, manter em forma; não é necessário ser um monge para alcançá-la

Cientistas da Universidade de Wisconsin estudam há anos o cérebro do monge (antes biólogo francês) Matthieu Ricard, 61 anos, assessor pessoal do Dalai Lama (monasterio nepalês de Shechen, Tibet), submetendo-o a constantes ressonancias magnéticas nucleares, em sessões regulares de até três horas de duração. Seu cérebro fica conectado a mais de 250 sensores que detectam seus níveis de estresse, irritabilidade, enfado, prazer, satisfação e tantas outras dezenas de sensações diferentes.

Matthieu Ricard, o homem mais feliz do mundo
[Foto de Neema Frederic, 2010]

Os resultados, comparados com os obtidos em centenas de voluntários cuja felicidade foi classificada em níveis que iam de 0,3 (muito infeliz) a -0,3 (muito feliz), mostraram que Matthieu Ricard alcançou - 0,5 e superou os limites previstos no trabalho do psiquiatra estadunidense Richard J. Davidson (e todos os registros anteriores), do Laboratório de Neurociência Afetiva da referida Universidade, fazendo jus ao título de o homem mais feliz do mundo – honra não aceita pelo monge, por modéstia. Este limitou-se a ressaltar que apenas as “emoções positivas” produzidas por seu cérebro é que estariam mais “distantes dos parâmetros normais”

Se quiser conhecer o pensamento de Matthieu Ricard e só carregar os vídeos do YouTube sobre Hábitos da Felicidade, em três partes, imperdíveis. Legendas em português.

O trabalho sobre a felicidade de Davidson e cols. (2010) baseia-se na teoria de que a mente é um órgão em constante evolução e, portanto, moldável, devido à sua “plasticidade”. De fato, diversos cientistas já confirmaram que no córtex cerebral esquerdo processam-se as sensações prazeirosas, enquanto do lado direito se juntam aquelas que motivam a depressão, a ansiedade e o medo, entre outras. “A relação entre o córtex esquerdo e o direito do cérebro pode ser medida e a relação entre ambas serve para representar o temperamento de uma pessoa”, como assegura o monge Matthieu, que durante seus exames de ressonância mostrou atividade inusual no lado esquerdo.

Por outro lado, os neurocientistas estadunidenses da equipe de Davidson (2010) não acreditam na casualidade dos resultados, pois os maiores registros de felicidade sempre foram detectados em monges budistas que, diariamente, praticam a meditação. Para o “homem mais feliz do mundo” isso se explica pela capacidade dos religiosos de explorar essa “plasticidade da mente” para afastar os pensamentos negativos e concentrar-se só nos positivos.

A idéia por traz deste conceito é que a felicidade é algo que se pode aprender, desenvolver, treinar, manter em forma e, o que é mais improvável, alcançar definitivamente e sem condições.

Apesar de tudo, não é necessário ser um monge para alcançar a felicidade – lembra Matthieu Ricard – mas tão somente nos contentarmos com o que a vida nos oferece:
• Velhice – quando as agudeza mental e a ação diminuem, é tempo de experimentar e manifestar carinho, afeto, amor e compreensão.

• Morte – faz parte da vida; rebelar-se é ir contra a própria naturezxa da exist~encia. Só há um caminho: aceitá-la.

• Solidão – existe uma maneira de não se sentir abandonado: perceber a todas as pessoas como parte de nossa família.

• Alegria – está dentro de cada um de nós; só há que olhar em nosso interior, encontrá-la e transmiti-la.

• Identidade – não é a imagem que temos de nós mesmos, nem a que projetamos; é nossa natureza mais profunda, essa que nos faz ser bons e carinhosos com quem nos rodeia.

• Conflitos – é mais difícil lutar com alguém que não busca a confrontação.

• Família – requer o esforço constante de cada um de seus membros: sermos generosos e reduzir nosso nível de exigência.

• Deterioração física – tem que aprender a valorizá-la positivamente; vê-la como o princípio de uma nova vida e não como o princípio do fim.

• Relações sociais – é mais fácil estar de bom humor que discutir e entediar-se. O ideal é seguir sendo como somos e utilizar (sempre que pudermos) a franqueza e a amabilidade.

• Felicidade – se a buscamos no lugar equivocado, estaremos convencidos de que ela não existe, quando não a encontrarmos ali. (Matthieu Ricard, 2010)

Para saber como treinar sua mente para a felicidade e conhecer a sabedoria do Budismo Tibetano visite o site Training the mind com sugestões do Dalai Lama e Matthieu Ricard.

Seja feliz!

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20100430

As conexões do Antahkarana

Antakarana significa caminho, ponte, fio condutor através do qual a nossa mente inteligente nos leva a níveis mais altos de consciência e de percepção.

O Antakarana é um antigo símbolo lemuriano de cura e meditação usado por alguns mestres no Tibet e na China. Possui um grande poder energético. Em sua presença, o fluxo de energia nos chakras é constante. Representa a conexão ativa entre o corpo físico e a alma, representando a capacidade restauradora e conservadora do organismo.

Este símbolo sagrado foi mantido escondido por milhares de anos e praticado por uns poucos que comprovaram seus efeitos. Agora chegou o tempo de divulgar esse conhecimento para que todos possam beneficiar-se de seus eflúvios.

É um símbolo multidimensional – O quadrado exterior é a dimensão física (material), o círculo interno a dimensão da alma, onde se localiza o ponto de conexão espiritual de três setes [7 x 3=21], formando uma lâmina giratória (sentido horário), que redireciona a energia vital, se expande no corpo físico e transfere para as criações materiais.

Em outra perspectiva, a figura central do Antakarana apresenta-se como um hexágono composto de seis triângulos equilátero, unidos em três losangos (que em cores primárias e secundárias revelam duas das quatro faces de três pirâmides, formando ao todo 12 faces) [6+3+12=21]

E, em outra perspectiva ainda, aparece como um cubo tridimensional, símbolo do mundo material criado pela alma para manifestação do Eu Superior. A energia se move das três dimensões visíveis para outras, acima, imperceptíveis ao olho humano.

Marcado pelos números três e seis em seus aspectos visíveis e permitindo várias decodificações, tornou-se um símbolo especial de cura, de manutenção da saúde e de amplificação dos efeitos de meditação, de trabalhos mágicos, de limpeza de energia negativa de objetos rituais, de harmonização de ambientes etc

Como cada pessoa tem sua própria perspectiva, o Antahkarana pode ser reproduzido e usado conforme a intuição de cada um, observando-se sua composição original. No Tibet e na China, é usado em duas formas: Antahkarana Yin e Yang. A forma Yang é mais recomendada para meditação e atividades tranquilas e Yin para as atividades que denotam esforço.

Os Antahkarana se prestam facilmente à experimentação, de modo que pode ser orientado para novos usos. Algumas pessoas têm silcado os desenhos em camisetas, outras os têm colocado na carteira, outros mais em seus sapatos (para ajudá-los a correr mais rápido e saltar mais alto). Pode ser gravado em papel adesivo e aplicado sobre um chakra ou sobre uma área que precisam de cura e de reforço imediato. E pode até ser usado como jóia (se feito em prata ou ouro).

O universo é cheio de surpresas e mistérios e nós devemos confiar somente na luz para, corajosamente, explorar a nossa verdadeira natureza. Assim, algo de valor incalculável será revelado. O Antahkarana é um símbolo que dá liberdade a todos. A pessoa pode beneficiar-se muito ao explorar ou testar a sua utilização.

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20100419

Aspectos humanos

Algumas definições para quem se colocou no caminho
Talento nasce com a gente.
Bom senso você tem de adquirir.
Cultura você consegue na escola.
Conhecimento, o mundo lhe proporciona.
Juízo é algo que você adquire com o tempo .
Experiência é um remédio amargo que a vida lhe dá para ser tomado com uma gotinha de consciência.
Sabedoria é um sonho que muita gente persegue mas pouca gente realiza.
Sucesso ou fracasso são pontos de vista.
Reputação é o ouro que reveste a pílula.
Satisfação é o derradeiro objetivo da existência.
[Almanaque do Pensamento, 1995)

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A Canção das Metades

A Canção das Metades, uma sadia e amadurecida filosofia de vida em um só poema

Até agora, a maior metade atravessei
desta vida flutuante - eis a palavra mágica:
pois nos veda provar alegrias além
do que podemos ter! A metade da vida
é o período melhor a que alguém chega, quando
sabe andar devagar e, assim, anda em sossego.

Vasto mundo terás meio entre o céu e a terra;
mora a meio caminho entre a cidade e o campo,
tem lavouras a meio entre rios e montanhas;
sê meio intelectual, meio fidalgo e meio
comerciante; vive em meio aos que são nobres,
mas também em meio do povinho comum.
Seja tua casa meio ornada, meio simples
e, tendo móveis bons, pareça meio nua;
tuas roupas, meio antigas e meio novas;
as refeições, meio triviais, mas meio epicuristas.
Tem criados não muito astutos, nem estúpidos;
mulher não muito feia nem bela em excesso.

Sinto em meu coração que, assim, sou meio Buda,
quase meio bendito espírito taoísta.
Metade do que sou ao Pai do céu devolvo
e a outra metade deixo à minha descendência,
meio pensando em tudo o que é mister prover
para a posteridade e meio preocupado
em como responder a Deus, depois que o corpo
afinal repousar.

É mais destro em beber quem só meio ébrio fica,
e a flor ao entreabrir-se mais linda se revela;
mais firme é o navegar do barco a meia vela;
melhor trota o corcel de rédeas meio presas.

Quem tem meios demais, soma-lhes a ansiedade
quem de menos os tem, ganha sabor de posse.
Como a vida se faz de doçura e amargor,
quem só a metade prova é mais arguto e sábio.
[Li Mi-an, séc. XVI?]

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Brisas


SERENIDADE

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